Biden assina ordem executiva para aumentar a competitividade entre transportes marítimo e ferroviário

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou no dia 9 de julho, uma ordem executiva abrangente, que tem o objetivo de reduzir o monopólio e aumentar a competitividade entre as indústrias americanas. As medidas pretendem reduzir preços e melhorar os serviços ao consumidor, aumentar salários de trabalhadores e incentivar a inovação e o crescimento econômico.

No setor de transportes e logística, a ordem executiva inclui os transportes marítimo e ferroviário, que viram uma redução significativa de concorrentes nas últimas décadas. A preocupação do governo com as poucas empresas existentes é que tanto o preço quanto o serviço estejam focados nos interesses das empresas restantes, e não no público de transporte em geral.

O presidente ordenou que a Federal Maritime Commission (FMC) e o Surface Transportation Board (STB) sejam responsáveis por fiscalizar e agir no caso de abusos. “O FMC deve tomar todas as medidas possíveis para proteger os exportadores americanos dos altos custos importes pelos transportadores marítimos”, diz o texto da Casa Branca.

O setor de transportes, no entanto, não acredita que a ordem executiva terá um impacto imediato. O grande problema hoje é que a pandemia aumentou a demanda por transporte em mais de 34% somente nos primeiros meses deste ano e, tanto as transportadoras marítimas quanto ferroviárias, estão sobrecarregadas.

Da perspectiva de Sobel, a empresa contrata essas mesmas transportadoras para o frete marítimo de seus clientes, e percebe que as taxas continuam subindo. A Sobel acredita que o clima atual não beneficia ninguém, nem as empresas que importam e exportam seus produtos, cujas cadeias de abastecimento estão atrasadas há semanas, nem as transportadoras cujo lucro pode chegar a $100 bilhões em 2021, o que vai despertar a ira de quem usa esse tipo de transporte.