O que esperar da cadeia de suprimentos em 2022?

O ano de 2022 acabou de começar e muitos querem saber o que vai acontecer com a cadeia de suprimentos este ano. Os problemas atuais com a cadeia de suprimentos vão persistir? Portos congestionados são o ‘novo normal’? A falta de motoristas de caminhões vai continuar a ser problema? Infelizmente, as arestas na cadeia de suprimentos não vão ser aparadas do dia para a noite porque um novo ano começou. Muitos desses problemas devem permanecer.

 

Caminhões

 

Em 2022, o uso de caminhões elétricos deve se intensificar. Apesar disso, a falta de semicondutores reduz a capacidade de produção da indústria automotiva. A produção de veículos, portanto, continua a ser um pesadelo.

 

Caminhões autônomos (sem motorista) estão sendo estudados e mapeados para uso no futuro, mas por agora, essa tecnologia ainda é cheia de incertezas e problemas ligados à segurança.

 

Falta de caminhoneiros

 

Os Estados Unidos enfrentam um grande problema de falta de motoristas de caminhões, que transportam as mercadorias dos portos para as prateleiras.

 

De acordo com American Trucking Associations, em 2019 o déficit de motoristas era de 60 mil e esse número deve chegar a 100 mil em 2023. O problema da falta de motoristas se acentuou depois da pandemia. Muitos motoristas foram demitidos quando os níveis de fretes caíram a patamares muito baixos no início da pandemia, em abril do ano passado. Quando a economia voltou a girar, poucos meses depois, esses profissionais simplesmente buscaram outras profissões, desistindo do volante.

 

Além disso, como a idade média dos caminhoneiros é alta, um número muito grande tem se aposentado, e a pandemia também acelerou aposentadorias de motoristas que ainda trabalhavam, apesar da idade avançada.

 

Questões financeiras

 

A demanda segue em alta, mas historicamente, os baixos estoques são um problema e vão continuar neste primeiro semestre.

 

Sem o incentivo do governo, os preços vão subir, a falta de motoristas vai persistir e as entregas vão continuar no limite.

 

O aumento dos preços deve compensar o custo da inflação. Há muitas incógnitas e muito dependerá da redução ou aumento dos gastos do consumidor. Muitos especialistas projetam uma desaceleração do ciclo no segundo semestre do ano.

 

As transportadoras tiveram lucro recorde e fluxo de caixa no ano passado, permitindo a contratação de novos motoristas e a compra de novos equipamentos. No entanto, esses lucros podem não ser tão altos em 2022.

 

Legislação e regulamentos

 

É difícil saber quais serão os investimentos do governo em 2022 no projeto aprovado de infraestrutura. Muitos estão céticos sobre se esse dinheiro que será desembolsado vai conseguir desobstruir os gargalos da cadeia de suprimentos.

 

O Ocean Shipping Reform Act, se for aprovado, vai impor mais restrições às operadoras de navio e isso vai gerar mais custos às empresas de shipping.

 

Entregas

 

O volume e a demanda das compras online só tendem a aumentar e com isso aumenta a necessidade de serviços de entrega mais eficientes. UPS e FedEx vão descartar grandes transportadoras, caso não consigam chegar a um acordo nos preços. A capacidade vai aumentar, mas vai ser suficiente para atender à crescente demanda? Ainda não há resposta para esta pergunta. Um maior volume de mercadorias pode significar redução nos preços de envio.

 

O U.S. Portal Service quer oferecer um serviço mais substancial este ano, mas as empresas de shipping não confiam muito no serviço postal americano.

 

Marítimo

 

A pandemia vai continuar a impactar o transporte marítimo, especialmente porque a China aderiu à política zero Covid. As exportações da China estão em risco.

A possibilidade de os Estados Unidos mudarem o regulamento para o transporte marítimo pode também impactar nesse tipo de transporte. Além disso, as disputas com a Rússia, China e Irã alimentam essa turbulência no setor.

 

Aéreo

 

O crescimento do transporte aéreo segue a todo vapor em 2022. Com o aumento das vendas online, a necessidade de novas empresas nesse setor é grande.

 

Ferroviário

 

A Surface Transportation Board, órgão do governo que gerencia o transporte ferroviário, vai discutir diversos assuntos que impactam o setor este ano. Entre os tópicos está a fusão de companhias, que terão consequências para o setor de transportes.

 

Fronteiras

 

Com a economia global lutando para se recuperar da Covid-19, muitas empresas estão considerando se mudar da Ásia para o México. As operações nearshoring podem se tornar realidade para muitos este ano.

 

Novas regras visam reduzir o roubo de cargas. A preocupação, no entanto, é se essas regras vão significar mais papeis a serem preenchidos.

 

Mudanças na cadeia de suprimentos vão acontecer este ano. Muitos esperam que a situação melhore, já outros acreditam que o ano será ainda mais difícil.

 

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